Penas de galinha vão virar roupas biodegradáveis Fevereiro 12, 2009
Posted by Fernanda Peregrino in inovação.Tags: biodegradáveis, bioplástico, biotecnologia, reaproveitamento, sustentabilidade, tecido verde
trackback
Pesquisadores da agência australiana CSIRO querem transformar penas de galinhas em tecido verde. Estudiosos da entidade pesquisam uma maneira de tornar a queratina das penas e o glúten do trigo em biofibra. Isso seria possível graças aos avanços da nanotecnologia e das ligações químicas cruzadas. Além de roupas, a expectativa é de que a fibra ecologicamente correta também seja usada na fabricação de móveis e utensílios domésticos.
Tecnologia nacional – No Brasil há pesquisas similares a dos australianos. O Instituto de pesquisa de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também deu nova utilidade para o material que antes era descartado. Os brasileiros descobriram que há microorganismos (bactérias e leveduras) capazes de “quebrar” a queratina da pena da galinha, e a partir daí produzir diferentes produtos, como bioplástico.
Uma das aplicações para a queratina “quebrada” é produção de biofilmes, material semelhante ao plástico e que pode ser usado na fabricação de curativos e aparelhos para casa, como ar condicionado. Segundo a coordenadora do projeto, Alane Beatriz Vermelho, o bioplástico tem um auto poder de decomposição, enquanto o derivado do petróleo leva anos para ser reabsorvido pela natureza. “Outra vantagem é que, além de ser moldado para a fabricação de utensílios, existe também uma possibilidade de ele ser aplicado na pele para facilitar a absorção de medicamentos”, explica a professora da UFRJ.
Nos Estados Unidos, as indústrias já têm equipamentos-padrão para transformar pena em plástico. O bioplástico originado das penas é similar ao resultante do petróleo, a diferença fica por conta do peso. O biodegradável é mais leve, o que conta muito para grandes fabricantes, como os automobilísticos.
Com informações do Inovação Tecnológica e Olhar Vital
Comentários»
No comments yet — be the first.